NÃO ME DEIXES POR AÍ
Letra: Filipe Santos
Música: Ernesto Leite

Sozinho subo a rua calcetada,
São 6 da madrugada, penso em ti!
Tenho o teu cheiro entranhado no corpo
O sabor dos teus lábios nos meus, mil desejos!
É tão bom dormirmos lado a lado
E cometermos o pecado de sermos um só
Não, não me deixes por ai
Nada faz sentido sem ti
Nós somos um só
Não, não me deixes por ai
Nada faz sentido sem ti
Nós somos um só
Sem ti passo as noites em branco
As horas custam mais a passar, fica frio!
Sinto a falta daquele teu abraço
Contigo o tempo deixa de existir, onde estás?
Não, não me deixes por ai
Nada faz sentido sem ti
Nós somos um só
Não, não me deixes por ai
Nada faz sentido sem ti
Nós somos um só
LISBOA PESSOA, LISBOA CIDADE
Letra: Filipe Santos
Música: Filipe Santos

Desce o pano sobre o palco da Lisboa que não dorme
Vai-se o dia que dá lugar à noite desenfreada,
que me devora.
Tudo tem a mesma cor fica tudo a descoberto
Oh Lisboa!
Por entre ruas e vielas vagueio sozinho,
por entre a multidão
Deixo-me ir,
nos teus braços que me guiam e me ajudam a me encontrar
Oh Lisboa diz-me lá se eu,
Algum dia me vou encontrar
nas loucas noites de insónias sem dormir
Oh Lisboa diz-me lá se eu,
Algum dia me vou encontrar
nas loucas noites de insónias sem dormir
FADO DA VIDA
Letra: Filipe Santos
Música: Filipe Santos

O fado desta vida,
Por vezes prega-nos partidas
Às quais não temos respostas definidas.
Tudo o que resta é seguir,
olhar em frente e não p´ra trás,
assim como fizeste,
sem sequer dizeres um adeus…
Só queria morrer hoje,
Nos teus braços…só…mais esta noite
Só queria poder sentir-te,
Uma última vez…esta noite.
Não sei qual a razão,
Que te levou a partir… p´ra bem longe de mim
Só quero que saibas que eu,
Estou de braços abertos, p´ra te receber.
O fado da vida é assim,
Bom e por vezes mau,
Com princípio, meio e fim.
Só peço que me ligues uma vez,
P´ra dizeres um olá e que está tudo bem,
Onde quer que tu estejas.
Só peço que tu te lembres de tudo,
O que passámos e construímos,
Os dois juntos.
Só queria morrer hoje,
Nos teus braços…só…mais esta noite
Só queria poder sentir-te,
Uma última vez…esta noite.
S.O.S. POLÍCIA
Letra: Filipe Santos
Música: Filipe Santos

Sábado à noite a lua está de volta
e anuncia o final do dia
Tens uma festa ao lado da porta
e sai uns jarros de sangria
A noite ainda é uma criança
sais de carro e não a pé
Percorres a distância dê lá por onde der
Mas atenção …S.O.S. Polícia
Atenção … aos bófias do balão
Entroncamento à Barquinha pela nacional 3
Vais com a malta beber um abafado ao bar do Quim o 21
O carro já não tem seguro
nem sequer a inspecção
Já não estás muito puro
tens que fugir ao balão
Mas atenção … S.O.S. Polícia
Atenção … aos bófias do balão
Vais ao Rio bar em Tomar
por estradas secundárias
Com os shot´s a cabeça fica a rodar
Não controlas os focas nessa área
Com o sol já de volta
sai a rodada para terminar
Se és apanhado pela operação
Só com o bafo rebentas o balão
Mas atenção …S.O.S. Polícia
Atenção … aos bófias do balão
Não é a bebida que cai mal
Se fores apanhado, levam-te o ordenado
Não é a bebida que cai mal
Se não parares vais dormir na prisão
E és criminoso,
e és criminoso.
UMA PEDRADA NO CHARCO
Letra: Filipe Santos
Música: Filipe Santos

Tu,
por mais que tentes ou aguentes,
não consegues disfarçar,
o que tu de errado estás a pensar.
Tu, por mais que digas, por mais que finjas,
jamais consegues superar,
unidas as nossas vidas.
Tu és assim,
E só assim eu sou também.
Tu és assim,
e só assim livre eu sou também.
SOLO
És mais uma pedrada no charco,
Uma paixão tempestuosa,
De palavras gastas em cigarros
muito mais fumados.
És mais uma pura ilusão,
Que sempre viveste no senão,
Despida eu te vejo sem roupa…
Nunca te vi nua, nunca te vi nua de preconceitos
Tu és assim
E só assim eu sou também
Tu és assim
e só assim livre eu sou também
Tu és assim
e só assim livre eu sou também
OLHOS NOS OLHOS, LÁBIOS NOS LÁBIOS
Letra: Filipe Santos
Música: Filipe Santos

Sozinho aqui estou a pensar nesta vida,
Perdido eu não estou, não quero outra saída.
Só no sufoco que a solidão me traz,
Preciso de um motivo, diz-me: onde estás?
Chegas do escuro onde não te procurei,
Nem penso no futuro, só em ti me inspirei.
Passo pelo mar e não vejo ninguém,
Perdi-me num olhar, não sei bem de quem.
Liberto esta amargura que me entristeceu,
Percorro a nossa loucura e assim sou eu!
Olhos nos olhos,
Lábios nos lábios
Que fazem ferver o sangue
Dos loucos corpos unidos num só
Esse fogo que é só nosso,
Esse fogo que nos consome,
Essa chama que queima, queima… sem se ver.
Esta loucura em segredo,
Um segredo que é só nosso,
Onde nada de nada… se pede em troca.
Olhos nos olhos,
Lábios nos lábios
Que fazem ferver o sangue
Dos loucos corpos unidos num só
Olhos nos olhos, lábios nos lábios
sEGUE O CAMINHO
Letra: Filipe Santos
Música: Filipe Santos

Entra porta adentro,
A silhueta não deixa ninguém indiferente
Sabe bem o que procura,
Aquele vestido nada inocente
Hoje, o seu aniversário,
Que ninguém se lembrou de recordar
As bodas de prata,
Que ele não quis festejar
E tudo acabou num longo ponto final
Hoje saiu à rua uma outra mulher
Chora, lágrimas secas,
Que não borram a maquilhagem,
Nem o seu batôn.
Corre… a cortina… sai do provador,
Desfila… até ao espelho,
Certa que o amanhã vai ser bem melhor!
Vive vestida…de si
Num grito mudo… por si
Um novo acto… em si
Segue o seu caminho
Chegou a altura de seguir,
Um parágrafo traz a vontade
De escrever um novo caminho
Tudo acontece por uma razão
Ouve a voz do coração, segue o seu caminho.
Vivi vestida…de si
Num grito mudo… por si
Um novo acto… em si
Segue o seu caminho
LUNA CAFÉ
Letra: Filipe Santos
Música: Filipe Santos

Cada passo que dás resume-se à beleza
Em cada gesto és capaz de me tocar com destreza
É mais forte que nós mostrar indiferença
Dos olhares disfarçados como que uma sentença
Será que é possível olhar-te sem sorrir
Aquela cena na barriga não me deixa dormir
Não vou questionar o que sabemos à partida
Não…digas nada
Já não dá mais p´ra esconder
A vontade de te querer por perto
És a razão que me faz escrever
Cada frase presente deste verso
Como um filme sem guião
Tudo é real sem ficção
Cada um improvisa o seu papel
Não digas nada, deixa seguir
Não digas nada, segue o que estás a sentir
Não digas nada, deixa seguir
Não…digas nada
Já não dá mais p´ra esconder
A vontade de te querer por perto
És a razão que me faz escrever
Cada frase presente deste verso
Como um filme sem guião
Tudo é real sem ficção
Cada um improvisa o seu papel
Não digas nada, deixa seguir
Não digas nada, segue o que estás a sentir
Não digas nada, deixa seguir
Não…digas nada
CULPA TUA
Letra: Filipe Santos
Música: Filipe Santos

A culpa é tua, é toda tua, de eu…
Estar neste estado.
O bar está cheio, de vidas cruzadas…
Prendes-me ao teu olhar, fico intimidado.
Entre conversas,
Todos viram que eu não estava ali…
A culpa é tua,
São esses teus olhos!
Que me fazem parar,
Fico perdido no ar.
É esse teu olhar que me entra na alma.
Não consigo controlar!
Vais pagar o que o teu olhar
Faz em mim
A culpa é só tua
Não sei quem és
Ou o que queres de mim
Mas vais pagar
A culpa é só tua
Com a mão no rosto
Tentaste esconder um sorriso rasgado
Ao qual eu correspondi
Que química é esta?
Que se apodera dos meus 5 sentidos
A culpa é toda tua
São esses teus olhos
Que me fazem parar
Fico perdido no ar
É esse teu olhar que me entra na alma
Não consigo controlar
P.D.I.
Letra: Filipe Santos
Música: Filipe Santos

Os meus pais já se queixam
Da ferrugem nos ossos
Dos corpos cansados de anos a trabalhar
Não há nada a fazer
A idade começa a pesar
Ninguém se livra dos “entas”
Não há como parar
Dói aqui … Dói ali, é a P.D.I.
O destino está traçado com a P.D.I.
Dói aqui … Dói ali, é a P.D.I.
O relógio da vida não dá para atrasar
À P.D.I. ninguém pode escapar
Os meus pais já se queixam
Da ferrugem nos ossos
Dos corpos cansados de anos a trabalhar
A alma ainda está jovem
Mas o corpo começa a quebrar
Os cabelos grisalhos já caem
Dos filhos aturarem
Dói aqui … Dói ali, é a P.D.I.
O destino está traçado com a P.D.I.
Dói aqui … Dói ali, é a P.D.I.
O relógio da vida não dá para atrasar
À P.D.I. ninguém pode escapar
A P.D.I., a P.D.I., a P.D.I., Ela anda aí!